






Beth Carvalho, Madrinha do Traço de União, decidiu seguir a carreira artística após ganhar um violão da mãe. Aos oito anos, ouvia emocionada as canções de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai, João Francisco, que era advogado. Sua avó, Ressú, tocava bandolim e violão e sua mãe tocava piano clássico. Ainda fez balé e já na adolescência estudou violão, numa escola de música, acabando como professora de música. Morou em vários bairros do Rio e seu pai a levava com regularidade aos ensaios das escolas de samba e rodas de samba. Nas festinhas e reuniões musicais dos anos 60, surgia a cantora Beth Carvalho, influenciada por tudo isso e pela Bossa Nova. Hoje, a maior intérprete do Samba, conta em sua carreira de sucesso com 32 Discos e 2 DVDs.
Para comemorar seus 45 anos de dedicação ao Samba, Beth Carvalho nos presenteia com seu mais novo CD " NOSSO SAMBA TÁ NA RUA", que estará sendo lançado no dia 19 de novembro, no Rio de Janeiro e, 26 em São Paulo.
O Traço de União tem o maior orgulho em tê-la com Madrinha, a madrinha do Samba.
www.bethcarvalho.com.br

Cantor e Compositor, nasceu no bairro carioca de Ramos. O nome artístico "da Vila" foi incorporado em 1977, após sua entrada na ala de compositores da escola de samba Vila Isabel. Da Vila era também creditado a ele por ser morador do bairro Vila da Penha, mais especificamente na Travessa da Amizade.
Seu primeiro instrumento foi o acordeão, seguido de um violão que ganhou ainda na adolescência. Com o desemprego de seu pai, foi obrigado a interromper as aulas. Anos após, cursando Universidade, formou-se em Estatística. Frequentou o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos no final da década de 1970, sendo considerado um dos formatadores do samba carioca contemporâneo, de uma geração de compositores integrada também por Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sereno do Cacique, Sombrinha, Sombra, Cláudio Camunguelo, entre outros.
Sua primeira música gravada foi "Graças ao Mundo", interpretada pelo Conjunto Nosso Samba na década de 1970. Daí em diante, foi só sucesso.
Em 1979 compôs em parceria com Rodolpho de Souza, Tião Grande e Jonas Rodrigues, o samba-enredo "Os dourados anos de Carlos Machado", com o qual a Unidos de Vila Isabel ganhou o primeiro lugar do Grupo 1B no desfile daquele ano.
Em 1980, a Madrinha do Samba , grava seu primeiro grande sucesso "O Sonho não Acabou"; Em 1983, "Doce Refúgio", samba composto em homenagem ao Bloco Cacique de Ramos; Em 1986, "Nas Veias do Brasil", regravando em 87; Em 1988 "Além da Razão". Em 1988, Luis Carlos da Vila compôs "Kizomba - A Festa da Raça" (c/ Rodolpho de Souza e Jonas Rodrigues) com o qual a Unidos Vila Isabel foi a campeã do Carnaval carioca num dos mais belos desfiles da história da Festa de Momo.
Faleceu vitimado por um câncer em outubro de 2008. O corpo foi velado na quadra da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel e sepultado no dia seguinte no Cemitério de Inhaúma, num dia lindo, com um céu de brigadeiro decorado por um grande anel de arco-íris em torno do sol.
Em 2009 foi homenageado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, emprestando seu nome ao Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, primeira obra realizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio de Janeiro.
Discografia:
(2006) Matrizes • Selo Rádio Mec • CD
(2006) Um cantar à vontade - Ao vivo • CD
(2004) Samba, saúde & simpatia • Independente • CD
(2004) Benza, Deus • Carioca Discos • CD
(2001) Coisa de chefe • Carioca Discos/Rob Digital • CD
(2000) Pirajá esquina carioca - uma noite com a raiz do samba • Dabliu/Eldorado • CD
(1999) A luz do vencedor • CPC/Umes • CD
(1999) Natal de samba • Velas • CD
(1997) Uma festa no samba • Velas • CD
(1995) Raças Brasil • Velas • CD
(1985) Luiz Carlos da Vila • Arca • LP
(1984) Pagode de natal • Moinho Produções • LP
(1983) Luiz Carlos da Vila • RCA-Victor • LP